quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Amor Compartilhado

De vez em quando eu me sinto meio alien no meio da galera da minha idade. Todo mundo a fim de sair, beijar de monte um monte, avessos a compromisso e com asco de amor. Sei que houve um tempo em que o pessoal achava que amor era eterno e que encontrar a alma gêmea era a coisa mais importante do mundo. Nasci no tempo errado, sou dessa era.

Olha, eu gosto muito de mim e dos meus objetivos, mas sinceramente acho que todos eles se tornam ainda mais gostosos quando eu abro a boca pra dividi-los com o meu amor. Isso torna meus sonhos ainda maiores e mais gostosos. Saber que tem alguém ali na torcida, de camarote, torcendo para tudo dar certo para você é um sentimento sem preço. Ao mesmo tempo torcer para que esse seu amor com objetivos tão únicos também chegue ao topo é outro sentimento daqueles que não dá pra descrever. Porque de alguma forma, quando você ganha o outro lado também vence e vice-versa. É o mais próximo que se pode chegar do sentimento de “alma gêmea”.

De alguma forma, quando objetivos tão diferentes se tornam um só, entrelaçando-se no meio do caos da vida, faz com que você se sinta realmente diferente de todos os outros, com uma felicidade tão grandiosa e simples que dá até pena de olhar para os outros. Confesso, a felicidade me faz sentir superior. Estou no topo.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Sobre Jornalismo

Começo esse texto esclarecendo coisas importantes: 1) sou estudante de jornalismo e já me sinto profissional; 2) sou sensível; 3) não estou desmerecendo o sofrimento de ninguém.
Acontece que ando meio de birra com a mídia. Mais do que nunca. Essa raiva começou logo quando eu entrei na faculdade e fomos bombardeados com a tragédia dos Nardoni. Eu entendia o sofrimento da família, o interesse público, mas não compreendia e não aceitava aquela invasão, tanto na vida daquela família destruída como em nossas casas.

O caso se repetiu na mesma tristeza que chegou à família de Eloá. Lembro que a mídia ultrapassou todos os limites, com Sônia Abrão falando ao vivo com o criminoso. Até que ponto podemos saber o quanto isso interferiu no desfecho trágico?

A verdade é que hoje é dia 15 de janeiro. São os primeiros quinze dias do ano e nem assim há folga pra desgraça. Tá lá estampada nos jornais e na televisão. Histórias e mais histórias tristes como a de Angra dos Reis e do Haiti. Não sou alheia ao sofrimento dessas famílias, muito pelo contrário, sou muito compadecente com as dificuldades que eles estão tendo de suportar. A mídia nos massacrou no primeiro dia do ano com imagens cheias de sofrimento da população de Angra, que agora perdeu espaço para o Haiti. Chega!

Sei que sem a mídia eu nem teria acesso à esses acontecimentos e agradeço à ela por toda a informação que me endereça. Mas pronto, chega, eu já entendi. Todo mundo tem seus problemas e a gente quer chegar em casa e dar um pouco de risada, de descanso. Respeito todas as vítimas e sofro por elas. Mas sinceramente, não quero sofrer como elas. Enquanto isso, prefiro até ser um pouco alienada. Não eu não vi quem matou quem no meio da estrada, nem li o caso da menina que assaltou os pais. Prefiro ler meus livros e assistir a filmes e séries de Tv, muito obrigada.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Feliz Ano Novo!

E então o ano novo chegou e eu nem passei aqui para dar Feliz Natal à todos. Peço desculpas pela falha, mas aqui estou eu, para dar meus votos ao novo ano que vos chega, ainda que atrasado. Afinal de contas, ainda estamos só no começo, temos tempo.

Parando agora, alguns instantes para analisar percebi que talvez não percebemos com tanto cuidado o valor dessas palavras: Feliz Ano Novo. Simples assim, e tão cheia de conteúdo. A primeira frase que se diz no início de um novo ciclo, como se a gente pegasse um novo livro, um novo caderno, cheinho de páginas brancas esperando por nós, para serem preechidas. Não é uma frase qualquer. Ela tem força.

É mais do que desejar uma boa passagem, um bom novo ciclo. É desejar que tudo de novo que está entrando com essa virada -trabalho, emprego, saúde, família e amigos - venha em ritmo de felicidade. É afastar a tristeza. É uma festa comunitária, que acontece no mundo inteiro, não no mesmo momento, já que temos o fuso horário, mas o mais importante: com a mesma intensidade.

E é só isso que vim fazer aqui, agora, para todos, com toda a intensidade e complexidade que descrevi aí em cima.

Feliz Ano Novo!!!!!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Domingo

Chovia um pouco lá fora e eu não sabia se aquela roupa seria a mais apropriada para a ocasião. Minha cabeça girava, não conseguia me concentrar em nada, um turbilhão. Não sabia se o cabelo ficava bom de um lado ou de outro nem estava certa a respeito da cor do batom. Meu coração batia acelerado, atrapalhava o ritmo dos meus pensamentos.

O tempo estava correndo eu tinha que me apressar. "Vai assim mesmo" "Em que lado mesmo ficou meu cabelo?" Dane-se. Peguei a chave e vi a chuva caindo pela janela. Aquilo era hora de chover? Peguei o guarda-chuva que estava naquele canto da casa pendurado, dei tchau para os meus pais e desci. Não me lembro do que eles me disseram na hora.

Os degraus pareciam um perigo óbvio andando naqueles saltos que me faziam sentir tão desconfortável. E então ali estava ele, esperando na porta, os braços apoiados sobre o capô do carro. Na chuva. Senti seus olhos apertarem um pouco para me enxergar direito e sua mão apoiar o queixo enquanto eu me aproximava. Tão perfeito.

Abri e fechei o portão com uma certa pressa logo depois de ter abandonado o guarda chuva em algum lugar do quintal. Ele me recebeu com os braços abertos, as mãos em minha cintura, o beijo na testa. Olhei para ele maravilhada, antes de sentir a quentura dos seus lábios nos meus. A chuva ainda caia e surpreendentemente não me incomodava que destruísse todos os fios do meu cabelo, nem os saltos pareciam tão desconfortáveis. Era como se eu tivesse alcançado outro nível de felicidade, sublime, no céu.

Meu coração batia lentamente, tranquilo e sereno enquanto entrávamos no carro. Me sentia completa em cada pedaço. Ainda me sinto, toda vez que ele chega em casa, cada minuto que divido sua companhia, cada instante da minha vida em que elevo meu coração até ele. Me sinto completa. Sou completa. Completamente apaixonada por ele.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Fim de ano


Final de ano é uma contradição não é mesmo? Ao mesmo tempo que a gente olha pra trás e vê tudo que aconteceu longe e distante, ficamos com uma sensação cada vez mais forte de que tá passando tudo cada vez mais rápido. E aí sempre rola um sentimento de "será que eu fiz tudo certo?"

Eu sinceramente acho que esse ano tudo correu muito bem, mas vou deixar esse tema pra depois. Hoje eu quero falar de final de ano para geral. Essa correria, os presentes que a gente ainda precisa comprar, as pessoas que a gente não pode esquecer de ligar, e pra nós mulheres ainda tem toda aquela preocupação enorme de fazer tudo isso com classe e beleza. É no mínimo complicado.

Além disso querendo ou não nessa época já tá todo mundo muito saturado. Todos já trabalharam o ano inteiro, poucos tiveram muitas folgas e vai dando um desespero de "quando é que isso vai acabar". É daí que surgem comentários cada vez mais comuns de que este ano foi terrível, não estou aguentando mais, acaba logo. Estamos cansados de ouvir isso.
Não sei se eu cresci ou se as coisas simplesmente mudaram enquanto eu crescia, mas o fato é que acho o Natal hoje uma coisa muito menor para as pessoas. Tá todo mundo preocupado em dar e ganhar presentes e lidar com o primo chato que vai vir pra ceia - como traz a capa da Vida Simples desse mês.

Vai ver que é por isso que eu gosto mais de ano novo. Tenho sentido falta das luzinhas de natal iluminando as casas, daquela animação no rosto das pessoas quando falam da ceia. Será que isso acontece em todo e qualquer lugar ou é só com as pessoas que eu ando convivendo?

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Chove chuva

Ainda não estou oficialmente de férias. Hoje seria o grande dia, já estava pronta pra pegar minha coisas e dar a última passada na faculdade e curtir as últimas grandes férias de adolescentes - ano que vem VOU estar trabalhando na minha área e sei que bye bye férias. Mas aí São Pedro resolveu fazer chover muito, São Paulo resolveu parar de vez.
Não vai dar pra eu ir pra faculdade, olha que pena! Vou ter que ficar o dia inteiro debaixo das cobertas vendo filminho, comendo doce até não querer mais e lendo meus livros tranquilamente - finalmente criei coragem pra ler Amanhecer.

Como a vida é cruel!

domingo, 29 de novembro de 2009

Acabo de sair do orkut


Acabo de sair do orkut. Foram seis anos de pura fidelidade, onde eu nunca o abandonei, mesmo quando o roubaram de mim - invadiram meu orkut uma vez, fui forçada a fazer outro. Eu não imaginava minha vida sem ele. Como viver sem as constantes checadinhas? Como manter contato com todo mundo? Simplesmente não me via sem sua presença e a pior parte das férias quando eu viajava era sua ausência. E agora, pronto, acabou. Não tenho mais orkut.

Não vou te dizer que foi do nada. A coisa aconteceu bem lentamente. Fui bloqueando todas as minhas fotos, excluindo muitas delas deixando de fuçar lentamente. Aos poucos aquele negócio de ter minha vida espionada foi me assustando de uma maneira que eu não conhecia antes. No dia em que eu coloquei namorando no meu orkut foram mais de 200 visitas. Eu acho que eu não tinha noção da capacidade que essa ferramentinha tem de bisbilhotar. E por alguma razão comecei a não gostar.
Eu acredito que a bondade existe no coração da maioria das pessoas, mas sei que a maldade também está presente em muitas delas. Não é nada pessoal, nem acredito muito em olho gordo, mas o fato é que eu não tenho 400 amigos. Gente, meus amigos eu conto na palma da mão. E se eu quiser contar alguma coisa pra eles eu conto, eu ligo, mando mensagem, e-mail. Tudo com maior privacidade. Eu não tenho 400 amigos. Talvez conheça aquelas 400 pessoas, mas aquelas mais importantes eu faço questão de manter o vínculo. E vou manter.
Não discrimino quem usa o orkut e sei muito bem que quem está na chuva é pra se molhar. Por isso as pessoas podem dizer: Ué, mas você sabia de tudo isso estando no orkut, o negócio é esse mesmo, é esse o objetivo. Bisbilhotar. E é por isso que eu terminei esse casamento de alguns anos com o orkut. Quem tá na chuva é pra se molhar e eu percebi que não gostava mais daquilo. Acabo de sair da chuva. Acabo de sair do orkut. E não sinto nenhuma culpa por isso.
Ps: viram o novo lay? Completamente clean! ufa!