quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

peito estreito

entrei na onda do não consigo escrever.

esse é sempre um péssimo sinal pra mim. eu até consegui me convencer por um tempo que estou muito atolada, cheia de coisas e na correria mas não consigo ser desonesta com os outros, que dirá comigo mesma! estou travando. mais uma vez. me dá um medo danado, porque eu sei bem o que é suar frio, enjoar e ter vontade de chorar tudo ao mesmo tempo. não é bom. nessas horas eu tenho vontade de voltar para a minha cama, para o meu sono, para o meu mundo número dois - aquele que crio misturando o futuro e o passado mas quase nunca, jamais, o presente. isso é um ponto a ser considerado: o desespero ainda não atacou meu sono. estou conseguindo dormir como pedra e não tenho tido pesadelos, o que é um super avanço. mas quando o assunto vem à tona sinto todos os meus músculos enrijecerem. eu sou muito dura comigo. tenho que aprender a amenizar isso, tenho uma fama de ser tão legal com geral, boba até, talvez, mas comigo permaneço nesse lance de ser a madrasta tirana e eu queria muito mais ser uma mãe querida, gentil. acho que eu mereço.
acho que estou assustada. mas morro de preguiça de gente que prefere ficar parada a enfrentar os medos e acabar tomando as rédeas da situação. hoje é dia cinco de dezembro. um ano atrás eu estava esperando o resultado de um tcc com o coração na mão. eu tinha um medo incontrolável, mas com nome e sobrenome. hoje o que mais me assusta é ver meu reflexo amedrontado no espelho, feito quadrinho hq no jornal, cheio de pontos de exclamação e de interrogação. eu tenho medo, isso eu consigo admitir. de que? é o que eu procuro (?) entender.

14 comentários:

Ana disse...

Gostei de te ler :)

aline disse...

nossa, eu já passei por tantas crises também! é horrível não conseguir escrever, né?
aai, estou torcendo para que tudo volte ao normal por aí, querida.

figas e abraços pra você!

Ana Luísa disse...

"tenho uma fama de ser tão legal com geral, boba até, talvez, mas comigo permaneço nesse lance de ser a madrasta tirana e eu queria muito mais ser uma mãe querida, gentil. acho que eu mereço.".

OI? Eu juro que poderia ter escrito isso. Pra que a gente faz isso com a gente? Pra que insistimos em ser nosso próprio inferno??

Milena M. disse...

Talvez o mundo esteja dividido em tiranas exageradas com si mesmas e pessoas que simplesmente não conseguem admitir os próprios erros. Uma recusa infinita a alcançar o meio termo.
Mas você não está sozinha, Flá! De jeito nenhum. Acho que tem uma onda de cobrança própria espalhada pela blogosfera. Mas calma, as ideias voltam, a caneta volta, a calma volta.
Beijo!

Bruna Gabriela disse...

Eu nem sei como te dizer; mas vou ser clara: vai passar. É assim que estou conseguindo viver quando essa crises me atacam. Eu choro também, as vezes me ajuda e colocar pra fora coisas que não consigo colocar com as palavras.

VC vai ficar bem quando menos esperar e as palavras irão voltar automaticamente.

Larissa Bello disse...

Em momentos assim, recomendo ouvir as palavras de Bono Vox: http://letras.mus.br/u2/63019/traducao.html

Bjos!

Gislane disse...

Todos temos medo, até do indefinível !!!

bjos

Tha'li disse...

é como me sinto agora...

Junhiim Macedo disse...

Oi, amei o blog. E estou vindo para ajudar na divulgação do meu blog, o blog JunhiimCe. Quem quiser seguir eu sigo de volta, comenta dizendo que seguiu. Ele fala sobre tudo, música, dança, novidades, Iphone, maquiagem, roupas, unhas, cabelo, look. Então vocês leitoras e leitores desse blog, de poder entrar no meu blog, conheça ele e se gostar pode seguir. Entre e veja se você gosta.

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Tary ♥ disse...

Eu estou vivendo uma fase parecida, Flá. Não tanto por não conseguir escrever, mas por me olhar no espelho e enxergar só cinza e interrogação. Espero que isso passe logo. Pra você e pra mim! Beijos! E força, sempre.

Dolce Vita disse...

Muito bom!

Marina Melo disse...

To aqui sempre! não paraaaa

Gabriela Freitas disse...

Tem dias que fico assim, com medo de algo que eu não sei definir o que é, mas acho que é disso mesmo: medo do que está por vir, do futuro.

Nina disse...

Não se cobre tanto, moça. A inspiração para a escrita é uma raridade mesmo. E, muitas vezes,a té sem temática específica, a gente se encanta com as suas palavras aqui.
Abraços.