quarta-feira, 24 de outubro de 2012

cristina yang


eu nunca cheguei a amar cristina yang

seu jeito frio, os olhos caídos e a sensibilidade automatizada de um robô nunca fizeram sucesso comigo, a pessoa mais sensível da extratosfera, e eu sempre me apaixonei por personagens com características mais humanizadas e delicadas como minha querida meredith, os saudosos izzie e o'maley, e até mesmo a irmã bastarda, lexie. por muitas vezes porém, invejei um pouco cristina. em primeiríssimo lugar porque ela é admirada por todos e ora, vejam só, eu acho que gosto um pouco de holofotes afinal. o jeito como ela é tida como "a  melhor aluna de todos os tempos" e a disputa que todos os atendentes fazem por tê-la em sua equipe sempre me provocou uma onda de inveja. em segundo lugar porque ela é a melhor amiga da meredith e é tão bonito o laço de amizade que as duas tem que eu sempre sonhei em ter uma coisa exatamente igual. em terceiro e último porque ela é forte, determinada e porque sabe exatamente o que quer - enquanto todos os outros ficam na dúvida entre pediatria, neurologia ou traumas ela sempre soube que queria cardio. e fim. nunca a amei mas ela nunca passou desapercebida por mim, quase como um... incômodo.
e aí que agora eu tenho que assistir dez capítulos seguidos em que cristina yang não é cristina yang. ela sofre um trauma e desaparece do universo perdendo todas as características cruciais e tão caras à mim, pobre espectadora que confunde drama com realidade. e aí que agora o incômodo é multiplicado em 20 porque de alguma forma eu me identifico com ela. eu sei o que é preferir falar de pescaria a falar em trabalho, eu sei o que é se interessar em arrumar a casa e se esconder de todo mundo. eu sei o que é ter medo de si mesma e querer ao mesmo tempo que todos se afastem, mas que não me deixem. eu sei exatamente o que é ser cristina yang. quase não consigo mais vê-la porque ela me desestabiliza. cristina yang é o tipo do personagem ou ame ou odeie. e hoje eu quase a odeio. quase a amo. você me entende?

ps, merchan: tem coisa nova no letra e som. corre lá!

12 comentários:

Marcela disse...

Entendo, entendo como é se ver num outro alguém e odiá-lo e depois entender que só se pode amar alguém que é como a gente.

Um beijo Flá ;*

Party Fucking disse...

ooi amiga , tudo bem ?
E a primeira vez que visito o teu bloguinho e já estou me apaixonando por ele rs' ,, ameii o layout do teu blog e as postagens são muito interessantes!

Alías já estou seguindo o teu bloginho cutte se puder seguir o meu de volta eu ficarei muito feliz <3

Bgs bgs katharine santos ;**

party-fucking.blogspot.com

Lê disse...

MARAVILHOSO! você é minha yang, minha grey, minha inspiração!!!!
love you always!

Helena Campos disse...

Olá, vim retribuir a visita!!
Adorei o blog, é uma graça.. sucesso sempre!!

Beijos:*

bloghelenacampos.blogspot.com.br

Maria Fernanda disse...

Sim Flá, eu te entendo. Perfeitamente entendo e fiquei desestabilizada quando me deparei com Yang. A odiei muito no início da trama, mas hoje não a odeio mais. Não a amo também, não. Definitivamente, não é pra tanto... mas... Sei lá, talvez tenha um pouco de compaixão por esse coração não-tão-de-pedra-quanto-eu-imaginava.


Beijinhos

Anna Vitória disse...

Flá, na época que eu via Grey's eu amava demais a Cristina! Gosto muito mais dela do que da Meredith, porque as duas são muito sofridas, mas tenho um pouco de preguiça da Meredith, sabe? Sinto que ela fica com pena demais de si mesma, querendo ser resgatada o tempo todo. Cristina não. Acho que gosto de personagens que sofrem caladas, embora a Izzie vá ser sempre a minha favorita. Não sei o que aconteceu com ela de tão ruim, mas coisa boa não é, né? Ô povo que sofre, essa equipe do Seattle Grace, né?
Beijos

del disse...

"eu sei o que é se interessar em arrumar a casa e se esconder de todo mundo" - e geladeiras. Eu amo arrumar geladeiras.

Acho que a atriz servia bem pra papeis cômicos, mas como não acompanho de perto o trabalho dela, não faço a mínima ideia do que se passa :P de qualquer forma, é bom a gente se identificar com personagens. De um jeito ou de outro, não nos sentimos tão 'estranhos'.

Amanda Souza disse...

Algumas pessoas (ou personagens também) nos incomodam pelo tamanho da semelhança que tem conosco. Às vezes, aquela pessoa que a gente diz odiar, é só uma cabeça dura, igual a nós e tanto faz odiá-la como querer ser sua melhor amiga. Concordo com isso de que amor e ódio ando juntos, quase colados. É bem verdade.
Beijinhos

hiperbolismos.blogspot.com

Rafaela disse...

Já passei por isso com Lost, sempre fui apaixonada (de verdade, hahahah) pelo Jack e teve momentos que tinha vontade de bater a cabeça do povo que escrevia os capítulos na parede, rs.
Bjus

Rafa
Rafaelando

disse...

Adorei o texto! Muito obrigada por visitar o Correria de Mulher, e volte sempre! bjs

Larissa Bello disse...

Também adoro séries e me inspiro com elas. Grey's Anatomy eu não assisto. Mas, ouço falar sempre muito bem. Sou vidrada mesmo em Dexter. Adoro!! E me divirto bastante com 2 Broke Girls, porque adoro sarcasmo! Hehehehe...

Bjos!

cássioviana disse...

exato! Yang é de quebrar as pernas e amarrar-se em nós!