quarta-feira, 7 de março de 2012

caminhos

sabe quando a estrada parece comprida e tão cheia de curvas que te assusta não conseguir ver o fim?


como se a vida se apresentasse como um jogo malicioso sem voltas, um labirinto cheio de arestas, em que o tempo é dinheiro e você tem que se encontrar completamente sozinho. talvez seja mesmo uma visão pessimista da vida, mas não penso isso dela o tempo inteiro: acredito que essas encruzilhadas aparecem de quando em vez, para nos tirar o sono, nos virar de ponta cabeça e fazer uma pressão tão forte em nosso emocional a ponto de nos desestruturar até o físico. sei que são necessárias, por que ao fim, elas exigem tanto de nós, que acabamos avançando em dias ou semanas, aquilo que não avançaríamos em meses, quiçá anos. mas ainda assim dói.
dói porque mudar significa sim ver novos horizontes, aprender e conhecer coisas novas, mas também significa deixar para trás um tempo e uma segurança que não voltam. além do mais, os novos horizontes são sempre estranhos desconhecidos e há um tanto de medo nisso. é como se a vida agora, tal como um anjo perverso me apresentasse três caminhos, avisando-me para tomar cuidado, que nenhuma delas terá volta. nessas horas, me vem a lembrança clara da última cena de "o náufrago", com aquele carrinho da fedex no meio daquela estrada longa e sem fim. e ao meu lado, tenho a sensação de que converso aos sussurros, com o tal gato da Alice, reproduzindo a mesma conversa. "podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?" ao passo que o gato responde: "isso depende muito de para onde queres ir".


eis a grande questão.

9 comentários:

Emilie S. disse...

sabe, nem sempre mudar é bom
mas, algumas vezes, é inevitável.

Gislãne Gonçalves disse...

Eis a essencial questão da vida

beijos
:)

Voltei a postar depois de alguns dias ausentes

Ana Luísa disse...

O duro é que nem sempre sabemos onde queremos chegar, e aí, o jeito é fazer uni-duni-tê, pegar um dos caminhos, e fazer com que ele seja o certo!

Stella Rodrigues disse...

Como saber onde chegar, se nem mesmo sabemos o que queremos? Essas decisões são as mais dificeis, nem ao menos nos conhecemos.

Nina Vieira disse...

A vida toda é um eterno passo em falso.

Drêycka disse...

Ai, ai... Precisar seguir em frente, mas temer o novo...

"dói porque mudar significa sim ver novos horizontes, aprender e conhecer coisas novas, mas também significa deixar para trás um tempo e uma segurança que não voltam. além do mais, os novos horizontes são sempre estranhos desconhecidos e há um tanto de medo nisso."

Dói mesmo, moça!

Um xêro!!!

***San*** disse...

ontem,senti exatamente isso....
com direito a choro compulsivo e uma dor física....às vezes ser forte é tbém saber ser frágil....
bjus*

Gabriela Freitas disse...

Acho que estou passando por uma dessas mudanças obrigatórias que doem um pouco, é essa fase de crescer, sabe? deixar de ser criança, criar grandes responsabilidades, tudo isso ainda e muito novo para mim, mas eu já sei para onde quero ir.

del disse...

Eu sofro do grande problema de não saber escolher. Será que todo mundo é assim? Às vezes penso que todos nós crescemos somente no tamanho, e continuamos crianças. Mudam algumas perspectivas na vida, sem dúvida, mas também muitos frios na barriga.