terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Não desejamos mal à quase ninguém


Eu não tenho inimigas. Simples assim. Não existe ninguém que eu olhe e que me dê asco, raiva, desprezo. O máximo que consigo alcançar é sentir pena, o que eu já não considero o melhor dos sentimentos.
É claro que eu já tive raiva de alguém. Muitas vezes! E também já tive uma inimiga na infância, porque não existe criança sem inimizade, sem ter pra quem apontar o dedo e dizer que odeia. É tão mais simples quando somos pequenos e conseguimos distinguir com uma facilidade incrível quem não merece nossa amizade, classificá-los como inimigos mortais e manter muitos passos de distância.
Quando crescemos a coisa aperta, somos obrigados a conviver com quem não gostamos. Vai ver que por isso eu tenha adotado esse meu jeito paz e amor com as pessoas. Enxergo fácil os defeitos dos outros, sou até capaz de afirmar que na primeira conversa já encontro um ou dois. Mas não me apego à eles, pelo contrário, fujo deles! Procuro - e essa parte não vem com tanta facilidade - detectar as coisas positivas naquelas pessoas e me apegar à elas. Desse modo fica mais fácil encarar o convívio e até compreender os erros.
É claro que tem um ou outro que simplesmente não dá pra aturar, e como qualquer ser humano normal eu surto e digo que simplesmente não dá pra permanecer no mesmo lugar com tal pessoa em determinado momento. Mas passa. Podem classificar como quiser, mas eu gosto desse meu jeito.
Entrei na faculdade e como qualquer um eu tenho meu grupo, um top five de pessoas onde o carinho encontrou caminho fácil e onde a afinidade se fez mais forte. Só não vejo propósito nas raivas, na falta de paciência uns com os outros e talvez esse seja o defeito mais difícil de eu tolerar. Pessoas que rejeitam os defeitos dos outros sem perceber os seus...
É claro que a recíproca não é verdadeira e conheço algumas meninas que guardam certa antipatia por mim - isso ainda me rende um post - mas aceito. Afinal de contas o mundo é feito de pessoas e se tem uma coisa que seremos obrigados a enfrentar até o dia da morte é a divisão de espaço com elas. Então um pouco mais de paciência e compreensão por favor... e paz e amor, por que não?

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