terça-feira, 16 de setembro de 2008

Alguma consolação?

Para quem não sabe, Avenida Consolação (ou Rua da Consolação, vai entender...) é uma avenida enorme aqui de São Paulo, com trânsito intenso, tanto de carro quanto de pessoas, que é onde fica localizada minha linda e querida faculdade, e que por consequência, eu visito todo dia.
Pois bem, eu sempre passo minutos nela. Minutos esperando o farol fechar e eu atravessar a rua, minutos esperando a boa vontade das pessoas de me deixarem passar e minutos (e esses são MUITOS) esperando o meu querido ônibus chegar, para eu entrar e vir para casa via "sardinha em lata".
Ontem, estava afoita, tinha saído no horário limite, e tinha que chegar cedo em casa para dar tempo de eu jantar e ir para o meu curso, e não estava afim de aguardar o que os minutos tinham para me oferecer. Eis que tudo parecia dar certo. Saindo da faculdade o farol para os pedestres estava verde e eu consegui rapidamente alcançar o outro lado da rua. Dando aquela básica olhada para direita "vai que meu ônibus tá chegando" lá está ele, azulzinho lindo, vindo em minha direção! "Meu dia de sorte! uhul!".
Saí na velocidade da luz, e não tinha nenhuma alma-lesma (sim elas existem, e são muitas!) na minha frente, acenando, e durante a rápida corrida ainda pude perceber que o ônibus não vinha tão cheio. Estava quase não me contendo de felicidade quando cataplof. Tumba. Animal. Ali estavam 30 pessoas, mais umas 30 no ônibus, mais aquelas que vinham atravessando a rua, mais o chão e eu toda esparramada nele. Tombasso, digno de videocassetada, digno de um King Kong sideral. Os não sei quantos mil par de olhos olhavam pra mim, a segurar o riso e a me perguntarem : Tá tudo bem? Nossa, que tombasso hein? Menina, como é que se cai assim?
Caindo oras.
E eu nem ri! Juro, na hora eu nem ri, e eu sempre dou risada quando eu caio. Mas é que essa doeu mesmo.

Como resultado ganhei um roxinho em cada joelho, um verdão no meio da canela um ralado no pé e um pé super dolorido. Além de descobrir que dói muito mais cair quando não se é mais tão criança...

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