quinta-feira, 1 de maio de 2008

Ô mãe!?

Dizem que eu sou a cara da minha mãe. Que eu tenho o mesmo jeito, o mesmo cabelo, o olhar então! Nem se fala! Não me acho assim tão parecida - não tenho metade do gás que ela tem, e não tenho capacidade de fazer um terço do que ela faz. Mas talvez aparentemente a gente se pareça sim...
Eu amo minha mãe com todas as minhas forças, e desde que eu comecei a faculdade e a gente se vê menos, esse amor é mais gostoso porque no pouco de tempo que resta não pode ter espaço para picuinha. Claro que de vez em quando é inevitável e tenho certeza que a frequencia que ela quer me jogar do trem é muito maior do que a minha. Mas no geral é uma delícia.
Claro que não é um mar de rosas, mas eu adoro.
De vez em quando eu queria mais tempo com a minha mãe, tenho vontade de chegar pra ela e falar tim tim por tim tim tudo que aconteceu no meu namoro passado, mas tem certas coisas que eu acho que não cabe a mim falar pra ela. Ela pode ser mãe, e com certeza esse título já lhe capacita a ser melhor amiga, mas não dá pra falar tudo porque ela não é SÓ amiga. Mas hoje eu chego em casa de barzinho e digo : MÃÃÃÃÃE, conheci "O" ca-ra! E ela sempre dá risada... no fundo ela torce pra que eu saia de vez dessa maré de amor por um ex que nunca vira ex de fato. Não que eu tenha dito pra ela que ele ainda vive em mim de alguma forma, mas ela é mãe.
Se tem uma coisa que eu gosto na nossa relação é o fato de a gente não precisar falar tudo - o nosso olhar que todo mundo diz ser tão parecido, sempre diz tudo e é muito mais significativo que todas as palavras do dicionário.
Cara, como eu amo minha mãe.

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