domingo, 6 de abril de 2008

Confessionário

Qual é o problema deles me diz? Tá neles ou tá em mim? Já faz um certo tempo - e bota tempo nisso - que eu me apaixonei pela ultima vez e me entreguei de corpo e alma como todo mundo aqui ja ta cansado de saber. Desde então, nunca mais foi igual, não teve mais nada além das paixonites agudas, e não chegou nenhum rapaz pra eu apresentar pra família ou que me levasse à casa dele. Nunca mais. Durante um certo tempo eu achei mesmo que o problema era comigo : eu devia estar muito moralmente abalada depois de tudo que sofri com o namoro. Depois jurei de pé junto que o problema estava com eles, que não sabiam dar valor à uma mulher como eu, que não queriam nada com nada e que eram todos imaturos. Agora, como boa libriana - já não sei.
Simplesmente não sei. Deve ser as duas coisas ao mesmo tempo sei lá! Eu devo estar mais afoita com esse negocio de relacionamento, mais insegura depois de tudo que eu passei, e eles devem mesmo estar mais imaturos e burros ao ponto de não perceber a mulher em potecial que eu sou. Ou melhor, como já ouvi algumas vezes : Flá, é que você é diferente de todas as outras.
Fiquei feliz confesso. É legal saber que a gente passa um nivel de respeito onde o menino tem medo até de colocar a mão na sua cintura, pois não quer te desrespeitar - acredito mesmo que existem um bando de mulheres que não passem esses valores. Mas tô de saco cheio de ficar aqui. Afinal de contas eu já vi um monte de mulheres que fazerm parte do grupo das todas iguais arranjando namorado, levando em casa e fazendo depoimentos incriveis de amor eterno. E eu aqui.
Já me sinto preparada pra trazer alguem em casa. Vai ser diferente encarar meu pai pela segunda vez, mas já vejo isso tudo, já sei como vai ser. Só falta o namorado aparecer. E enquanto esse telefone não tocar eu vou ficar aqui extasiada, olhando que nem retardada a cada 5 min pra ver se eu não perdi nenhuma chamada - eu não desgrudo dele um segundo e é certo que se ele tocar eu vou ouvir, mas checo só pra me certificar.
Quero que esse telefone toque, mas não à toa. Vocês entendem?


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