quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Que você seja feliz para sempre!

Hoje eu já não sei dizer se estou feliz ou triste com relação à Ju.
Conheci a Ju no primário e depois de odiar seu jeito pentelho por alguns meses acabei me apaixonando pelo jeito engraçado e estourado que ela tinha. Nem sei dizer quando a Ju virou minha melhor amiga - era viagem juntas, trabalho, dupla, banheiro... não me lembro do QUE a gente fazia separada. O pessoal só não achava que a gente era irmã porque não dava mesmo - o cabelo preto e cacheado dela era absurdamente contrastante com o meu loiro escorrido assim como os meus olhos verdes e o jabuticava dela, além é claro do meu 1,70 de altura perto dela de 1,50. A gente era oposta. EM TUDO.
Eu curtia tolerar as pessoas, e ela brigava com a sombra, sempre fui boboca - acabava perdoando tudo e todos muito facilmente enquanto ela sempre foi mais centrada e pé no chão. Namorados então! Ú! Ela adorava ter muitos e trocá-los a cada mês, eu sempre fui apaixonada pelo mesmo, altrenava um e outro de quando em vez.
Aí ela teve que ir pra longe, mudou de bairro e eu fiquei muito triste. Tinham sido anos e anos com ela e eu nao conseguia imaginar como seria nós duas distantes no dia a dia. Fizemos mil promessas de que nos falariamos sempre entre milhares de lágrimas, mas minha intuição já anunciava la no fundo : Flávia, você sabe que não vai rolar. Não sei porque... tem amigas minhas que mudaram, moram longe mas que eu continuo amiga. E MAIS.... tem amiga minha que ficou mais proxima ainda depois que foi pra longe.
Enfim, a Ju mudou muito, a ponto de nossas diferenças não serem mais tão facilmente atraídas, e da lei de atração (os opostos se atraem) começar a perder a extensão.
Falo assim, mas não sei até qual ponto eu mudei. Vai ver que minha convivência comigo não me deixe perceber alguns aspectos de mudança... a única coisa que eu sei é que amadureci.
Tá. Ano passado a Ju me chamou pra ser madrinha de casamento dela e eu não sabia se chorava de alegria ou desespero. Ela tava cumprindo a promessa dela de me chamar pra madrinha, como havíamos combinado, mas ao mesmo tempo tinha 18 anos e ia se casar com um cara de 25 que ela tinha acabado de conhecer. O desespero acabou ganhando.
O tempo passou e hoje eu recebi uma ligação da Ju falando que o casamento dela vai ser semana que vem, e que ela não tem tempo pra me trazer o convite. Isso significa que eu também nao vou ter tempo de virar, tipo assim, madrinha de ultima hora. Fui jogada pra escanteio. Mas nada mais justo, a gente quase não se fala e tal. O que me deixa chateada é ver que a amizade acabou mesmo. Fim. Zéfini! Porque só pra mim ela não pode entregar o convite? Por que?
Mais uma vez o desespero tomou conta de mim - mas desta vez, temperado com um pouco de decepção. Por fim, eu não vou poder ir no casamento da Ju, por mais que haja uma ponta de vontade, mas eu ja tenho viagem marcada, hotel pago, TUDO, não dá mesmo.
Engraçado perceber como tem gente que morre dentro de nós, mesmo estando viva. Engraçado como esse luto dura e chateia, mas mais engraçado ainda perceber que mesmo assim a gente prefere manter VIVA a história boa que essa pessoa deixou na gente, enquanto a gente mata todas as decepções e mágoas.
É assim.
Bom casamento Ju.
--Má (rcela do contapramarcela), incrível como aquela sua historia com a prima se parece com essa minha que tá acontecendo agora! Na hora eu lembrei de você.
Beeeeijo*

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