sábado, 9 de fevereiro de 2008

O trópico da vida em linha reta.


Descobri que sou de uma inutilidade enorme quando estou vivendo minha vida normalmente. Acabo de descobrir que odeio me sentir normal. Meu textos não ganham inspiração, minha cabeça não encontra idéias, e mesmo quando as encontra, tem preguiça de colocar em prática. Quanto menos a gente faz menos quer fazer.
Eu estou em casa já fazem alguns dias - saio de vez em quando, claro mas nada de excepcional - o bastante pra poder voltar pra casa e ficar enfurnada mais alguns dias. Acho que ando meio fechada pra balanço. O dia a dia é um saco quando não há nada de novo - um rapaz maravilhoso, uma nova amiga, um barraco na família, um velho amor pra chorar e sofrer ou uma briga com alguém próximo - TUDO pode resultar em texto. Mas quando a gente vive em linha reta, sempre normal, não extremamente feliz, mas também não triste... É UM SACO!
Por isso que odeio tudo e qualquer coisa que permaneça no médio : a indecisão, o em cima do muro, os que lá estão. Entro de cabeça em tudo quanto é coisa, e só assim acho que tenho chance de chegar a perfeição. Se é pra falhar que falhe tudo de uma vez, se é pra vencer que chegue ao topo.
Só as pessoas que vivem tudo com exagero passam por toda uma linha de emoções - aqueles que vivem no médio não sofrem, mas também não experimentam a felicidade extrema.
Por isso que eu gosto e curto tanto a intensidade. Por isso que me considero mesmo, uma exagerada... (ADORO um amor inventado úúúú yeeeeê.)
=]

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