domingo, 14 de dezembro de 2014

notas mentais sobre medos infundados (?) e amor demais

não é sempre que acontece, mas quando ocorre me apavora. 

esse nó na alma logo depois que você vai embora. não sei, acho que deve ter alguma coisa a ver com as minhas inseguranças. outro dia constatei que dentre todos os defeitos que você nunca pontua, o mais ascendente é que sou insegura. sei lá como que isso começou, com o outro também era assim e sei que comparações são detestáveis, mas o que ninguém diz é que são inevitavelmente inevitáveis. acho que a culpa é dele. adoro colocar toda a culpa nele. tiro um pouco de mim. 

enfim, você vai embora e eu fico com medo. me pergunto se alguma vez você já teve esse disparo no peito, um medo de perder louco e infundado. acho que não. homens são muito mais seguros pra esse tipo de coisa do que as mulheres e eu sou ainda menos segura que a maioria delas então trace o quadro. ando achando defeito em várias partes de mim, é o peito pequeno, uma estria esbranquiçada que apareceu na coxa esquerda e o dente recuado. não tinha essas coisas antes de você chegar e não sei que relação tudo isso tem com você, só sei que tem -porque sou eu quem sempre diz que coincidências não existem. 

mas mais do que isso tudo eu me assusto com a força. outro dia eu estava escutando halo na versão da ane brun e a cada palavra que ela cantava (especialmente: everywhere I'm looking now / I'm surrounded by your embrace / baby I can see your halo / you know you're my saving grace) eu lembrava de você. aconteceu de novo com ed sheeran e sua maravilhosa thinking out loud (I'm thinkin' bout how / people fall in love in mysterious ways / maybe it's all part of a plan / I'll just keep on making the same mistakes / hoping that you'll understand). e acontece quando eu acordo e penso em você, quando pesquiso o índice de ldl de alguns alimentos porque você agora tem colesterol alto e acontece quando meu coração pula a cada mensagem sua que chega. acontece quando você me beija e quando você não me beija, acontece quando eu leio uma frase boba em um livro mais açúcar que água da Nora Roberts e eu penso em você. acontece porque eu penso em você o tempo todo e talvez mais do que eu penso em mim. 

não gosto assim.

um dia eu te disse que você tinha medo de ser feliz. e esses dias me indaguei se este não é um receio que temos em comum. fico me perguntando se isso que eu estou sentindo é medo de tristeza ou da felicidade. como saber? mas dentre todas as dúvidas a que mais me aflige é: eu tenho que ter mais medo de mim ou de você? (e eu me respondo com um: eu tenho que lembrar de gostar mais de mim que de você). 

6 comentários:

Camila Faria disse...

Eu tenho minhas dúvidas se os homens são mais seguros pra esse tipo de coisa, sabe? Acho que eles são bem mais parecidos com a gente do que nós imaginamos. :)

Ana Luísa disse...

Entro aqui pra ver se tem post novo e dou de cara com esse LAYOUT novo maravilindo, quase morri.
E do post, nem comento: amei, pra variar...
Beijos amada <3

Anônimo disse...

diz aqui, dá pra escolher de quem se lembra?

Amanda Souza disse...

Eu amo vim aqui. Porque não importa o quão triste eu esteja, você consegue me arrancar um suspiro, Flá. E eu te agradeço demais por isso.

Obrigada e feliz ano novo! Beijo

Dancer disse...

Primeiro comentário: Que alegria! Um blog pessoal em funcionamento nos dias de hoje!
segundo comentário: O medo é de tudo. Acho que principalmente de ser perder.

Dancer disse...

Olá!
Te indiquei num meme lá no meu blog.
Evidentemente que não há obrigação para participar disto, mas quando fui indicada me bateu uma nostalgia (uma coisa meio anos 2000), e uma vontade de mostrar que ainda existe gente que gasta tempo escrevendo, no lugar de copiar e colar "dicas de maquiagem". Então entrei na dança, e parte disso é vir aqui avisar que te linkei.

Hasta la vista!