domingo, 3 de fevereiro de 2013

reconhecendo


eu queria fazer um post sobre mim.

colocar em palavras o quanto eu estou me sentindo completa e feliz. o quanto eu gosto da minha companhia, dos filmes que assisto, das páginas dos livros que pouco tenho lido, dos ombros amigos que tenho tido, das páginas do facebook que venho visitando e dos lugares que tenho comparecido. mas o que eu mais quero fazer é falar sobre ontem. 
é falar sobre como tentamos fazer caber quatro anos em uma conversa de quatro horas, e ainda enfiar dentro dela a saudade descabida e reprimida, a divisão de memórias de um passado tão presente e a vontade de não deixar, mais uma vez, o tempo passar pela gente. eu sei que eu te disse tanta coisa, disse mais do que deveria, pois eu era um livro fechado e empoeirado que se abriu e vem sido lido nas últimas semanas (e ainda falarei com mais detalhes sobre isso), e sem querer, tive uma ânsia enorme de que você fosse um dos primeiros a me ler. a me acompanhar. a me re-conhecer. mas eu não te disse tudo. eu não te disse que seu cheiro continua o mesmo, o quanto eu gosto da cor dos seus olhos e da textura do seu cabelo cheio, o quanto o toque carinhoso da sua pele continua me levando para o céu, ou o quanto eu adoro quando você fecha os olhos para rir jogando a cabeça pra trás. eu não te disse que meu coração parecia uma escola de samba e que de alguma forma, depois de nos reencontrarmos, não mais meninos, mas homem e mulher, eu senti uma paz e um amor pela lei da vida, uma compreensão e carinho enorme pelos caminhos que trilhei e um agradecimento maravilhoso por participar dos traços precisos de Deus. deitei no travesseiro ontem sentindo seu gosto na boca e sem ansiedade nenhuma pelo que fomos, somos, seremos ou deixaremos de ser. estou feliz por te conhecer de novo e assim, te reconhecer. pois ontem o que eu vi me faz saber que você se tornou no cara incrível que eu sempre pensei que você viria a ser. - ao menos com você, eu acertei-

10 comentários:

Luísa Chaves disse...

Como sempre, adorei o texto, especialmente a forma como você o introduziu!

Já me senti um pouco assim ano passado, ao rever um amigo muito querido - se é que você me entende - depois de quase um ano sem nos encontrarmos. É uma sensação tão confortante, mas ao mesmo tempo tão desesperadora, né?

Só de pensar que demorarei mais um ano para vê-lo novamente meu coração até ameaça parar da bater...

Amei o texto, beijão :*

Jéssica Teles disse...

Eu espero sinceramente um dia ainda te conhecer. Saber quem realmente escreve tanta coisa boa, alguém que se expressa tão bem, um dia ainda espero um post mais sobre você (:
Adorei *-*

Beijo, beijo

Goiabasays

Letícia Giraldelli disse...

Como é gostoso vir aqui e ler um texto tão carregado de alegria, como esse!
Pude sentir o seu coração sambar aqui desse outro lado do monitor.
Muita sorte pra você, minha querida.

beijo!

cleber eldridge disse...

Flávia , lindo e terno texto , não há nada melhor do que estar satisfeito com nos mesmos.

Rick disse...

Essa é melhor e mais perfeita maneira pra ser feliz. Está de bem consigo mesma, com seu espirito, com seu coração. Sem precisar que nenhum outro sentimento seja o motivo dessa tal felicidade.

Boa noite moça,
até breve. "_"

Bárbara disse...

A melhor felicidade é aquela que vem de dentro da gente. Que só depende da gente. Você é meu orgulho.
te amo amiga!

Marcela disse...

Flá, estou boba.
Estou boba porque quando li essa primeira linha, voltei pro meu blog pra me reler, antes de te ler. stou boba porque não tinha entendido tanto seu comentário de como somos parecidas, como entendi agora.
Eu é que devia estar aqui dizendo isso, dizendo que você expressou direitinho essa tranquilidade e essa satisfação com a vida do jeito que está. Que parece que estamos vivendo o mesmo momento, e que é bom mesmo escrevermos sobre isso.

Que essa coisa boa demore a passar ;**

R. Moreno disse...

Olá, Flá! Estou retribuindo a visita, embora tardiamente.
Infelizmente ainda não tive o prazer que um reencontro do tipo é capaz de proporcionar, mas imagino quão mágica pode ser uma situação do tipo e justamente por isso a saudade acaba tendo um papel importante em algumas relações que estabelecemos: ela é agridoce, ao mesmo tempo em que nos provoca lamúria ela nos faz sonhar...

del disse...

Ô que coisa mais linda!

Thay disse...

Só fico me perguntando quando terei um livrinho seu na estante, com todos esses textos lindos. Dá vontade de guardar cada um no coração pra não esquecer. <3