segunda-feira, 18 de junho de 2012

restam 4


sinceridade, não sei se já falei sobre esse assunto por aqui, mas essa semana me peguei pensando sobre amizades e coisas do tipo. o negócio apertou depois de eu ver um filme e ficar aqui medindo a minha realidade cotidiana de amizades. vamos aos fatos:

na adolescência, coisa de suma importância são as amizades. paqueras e músicas da moda fecham o círculo daquilo que a gente se dedica até os 18 anos, quando a vida começa a exigir que a gente vista a carapuça de adulto. são muitos amigos, inúmeros, festa a todo e qualquer momento, jantares, barzinhos, baladas e blábláblá. até que a gente cresce e puff: tudo se transforma consideravelmente. 
estou prestes a fazer 23 anos (sim, pois é, nem eu acredito) e conto amigas de verdade com uma mão só. tiro minha mãe e irmã da conta porque elas são covardia para qualquer um, e sendo assim, em uma mão só ainda me sobra um dedo. são 4 amigas aleatórias, dessas que eu posso ligar a qualquer hora do dia, falar qualquer tipo de assunto, conversar sobre medos acertos e etc. e tal. 4! e olha, vou ser muito honesta com vocês, cada uma pertence a um círculo diferente das minhas "rodinhas" antigas. parece que foi um jogo de resta 1 da honestidade e companheirismo e só elas se salvaram. sou eternamente agradecida por tudo que elas são pra mim, mesmo que a distância (ou o trabalho, ou os estudos, ou a falta de tempo e namorados em geral) as vezes atrapalhe. 
uma consideração que acho pertinente: eu não tenho facebook, msn, twitter ou qualquer rede social do tipo. aí você pode pensar: então tá, cara amiga blogueira, aí a culpa é sua. pois eu digo o oposto. a ausência de redes sociais foi o meu "agora é que são elas". foi aí que eu tive a prova de quem realmente veio pra ficar e de quem realmente é amigo de verdade, não por status de "olha, hello, vejam quantos amigos eu tenho", mas sim porque realmente se importam comigo de verdade. vejam bem companheiras, restaram 4. e quer mais? desculpe desiludir seus planos mas a verdade é que essas redes sociais são vendas nos olhos: experimente eliminá-la e vocês perceberão que restarão poucos e que no lugar de amizade você vai encontrar uma boa colherada de falsidade. no começo dói, depois você se acostuma. prometo
talvez eu mesma, euzinha, tenha decepcionado algumas amigas dessa trilha que hoje eu chamo de colegas. é bem verdade que com o tempo a gente acaba mudando alguns aspectos, valorizando e encontrando graça naquilo que não achávamos e é normal que haja determinado afastamento. peço desculpas para essas. também acho importante mencionar que conto quatro numa mão cujo respeito e adoração eu quero que sejam eternos, mas encho os dedos das mãos e pés de pessoas cuja lembrança ainda me fazem sorrir com carinho,  e uma ponta de saudade - tantas delas eu gostaria de fazer mais presente. mas a verdade, é que a amizade, assim como o amor, é uma via de mão dupla. precisamos dar e receber. 

e deixo aqui meu agradecimento à vocês quatro - que sabem que estão nos dedos da minha mão e do meu coração - por permanecerem aqui quando o bicho pega, quando ele corre, quando ele fica (quando ele empaca, se enraivece, ou chora) - eu amo vocês. 

12 comentários:

Wanessa Guimarães disse...

Caramba! Que texto, hein.. çç

Beijo,
www.estanteseletiva.com

Ana Luísa disse...

É isso aí, Flá. "As pessoas entram em nossa vida por acaso, mas não é por acaso que permanecem". O tempo vai passando, a vida vai acontecendo, e a gente sempre vai descobrindo, sem nem precisar estudar, quem é que realmente precisa ficar!
Beijos!

Antônio LaCarne disse...

sobre a amizade, li uma frase que me marcou muito: "a amizade é como um casamento, e como casamento, há o divórcio". mas esqueci o autor.

;)

aline disse...

temos a mesma idade, mas cada dia que passa me aproximo mais dos 24. a idade da decisão, das mudanças e de tudo isso. será? tenho percebido que sim... a gente muda e as pessoas que a gente carrega conosco também, AINDA BEM!

Angela disse...

Olha... eu tenho apenas 1 amiga assim, de algumas amigas sobrou apenas 1 com quem eu posso contar sempre! Tem outra, mas ela bem mora longe hoje, mesmo o sentimento sendo de eterno carinho pela minha amiga desde a 4ª série...
Não acho as redes sociais algo ruim, basta não se iludir que os "amigos" ali são realmente amigos, só saber separar a vida real da vida online ;) Gosto delas pra continuar mantendo contato com as pessoas.

Thay disse...

Não me restaram quatro, mas ainda assim não uso todos os dedos das duas mãos para contar os amigos que ficaram. É uma pena que os caminhos tenham se separado em determinado momento, mas as lembranças que ficaram são muito queridas e gostosas. Mesmo assim, ainda me acho uma pessoa de sorte por ter os amigos que permaneceram, pois eles são assim mesmo como você os definiu: dá pra ligar a qualquer hora, sempre tem assunto e quando eu precisar sei que lá estarão. É ótimo ter pessoas assim em nossas vidas, faz nossa travessia um pouco mais fácil. :)
Beijo!

Amanda Souza disse...

Me identifiquei demais! Eu fiz 20 anos mês passado, mas venho sentindo essa diferença já algum tempo, principalmente depois que me mudei. Já me frustrei muito com isso, mas estou me acostumando. A vida adulta cobra da gente outra atitude, que nem sempre a gente tá preparada pra tomar e por isso a gente sofre. Meus amigos também não enchem uma mão, mas sei que são verdadeiros. E isso conforta bastante.
Amo o seu cantinho, flor. Estou seguindo.

Beijinhos

www.hiperbolismos.blogspot.com

Stella Rodrigues disse...

Concordo com tudo e sinto pena de mim mesma por não ter nem em uma mão completa os amigos que amei, amei mesmo, e me deixaram. Mas tanto faz, melhor pra você se eles foram embora, foi o que o Humberto Gessinger me disse, rs e eu acatei. Deve ser melhor assim, te invejo, e admiro por ter conseguido 4 amigas, já que na vida inteira, temos apenas 5 amigos que levaremos pra vida toda e tu nem viveu metade do que tem pra viver. Beijo!

Nina disse...

Minhas amizades de adolescência não duraram tanto quanto eu gostaria, e hoje percebo que também conto nos dedos aqueles que realmente me interessam. O lado bom é que sabemos que apenas passa por nossa vida e aqueles que ficam. Também sofro um pouco por isso, mas tento encontrar felicidade, ver o mínimo de lado bom nisso tudo. Abraços.

Larie disse...

Olha, desde que comecei a faculdade, pode-se dizer que minhas amizades quase que viraram pó. Me afastei muito dos amigos de colégio. Muito mesmo. E até dia desses isso estava me doendo, mas acontece. É a vida. Eu tenho três amigas que ficaram. Uma havia desistido de me chamar para os lugares, pois quase nunca vou, mas estou retomando minha vida aos pouquinhos. Mas das 10-11, sei lá, amigas que eu tinha no colégio, apenas 3 foram me visitar quando sofre um acidente, semana passada. É duro, dolorido e sei que tenho minha parcela de culpa. Mas estou consciente de que os dois lados tem que lutar pra ajustar tudo de novo.


(ah, fiz uma conta nova, com blog novo, etc. Eu sou a dona do eletricboots.blogspot.com, mas por motivos que nem eu sei direito, resolvi abandonar o blog.)

Beijo, flor! :)

Larissa Bello disse...

Nem me fale em amizades... já sofri muito com isso. Se você está assim aos 23, espere então para chegar aos 30! Mas, uma coisa eu aprendi. Nós todos não passamos de livros. Algumas pouquíssimas pessoas irão nos ler até o final, outras irão até a metade e outras lêem só até a página 10. E isso faz parte, afinal há leitores de todos os tipos.

Bjos!
PS: Também sou da mesma opinião em relação a essa febre de redes sociais.

Bárbara disse...

Te amo amiiiga!! Você arrasa em todos os textos!!