sexta-feira, 9 de março de 2012

incubadora

não sei qual o meu problema com mudanças.

de um tempo pra cá tem sido assim. diante de qualquer coisa que mude, ainda que seja para o melhor, lá vem a sensação:o frio na espinha, tão gelado que quase parece me congelar o coração, que por sua vez fica apertado, perdendo o compasso ritmado, sofrendo por antecipação.
projeto situações. pra cada saída que encontro e pretendo seguir imagino minha rotina. pinto os caminhos que vou trilhar no dia a dia, o cansaço que poderei vir a sentir, assim como a saudade, como o despreparo. tenho uma tendência grotesca a imaginar o futuro próximo e eminente como um bicho de sete cabeças, sempre projetando inseguranças. e medos. já o futuro distante, aquele que uno aos sonhos é sempre lindo e límpido como comercial de margarina, fotografia de filmes de adaptações de jane austen, e por aí vai. completamente incoerente, eu sei.
mas onde está a coragem? onde foi que eu enfiei meu espírito jovem? este é o tempo de errar, de meter os burros n'água, de arriscar... mas eu não gosto nem de apostar feijão em jogo de cartas, que dirá apostar sentimentos e sensações da minha própria vida. jogar com a minha própria vida? nunca! mas há vezes em que a própria vida exige.
e não existe nada mais real do que se ficar o bicho pega, se correr o bicho come. estou lendo a biografia do steve jobs e acho que eu devia parar, pois as vezes me deprime. como quando eu li que jobs tinha 22 anos quando começou a "fabricar" o mundo computadorizado de hoje. ou quando li que um de seus amigos desistiu de investir 10 mil dólares nos primeiros meses da apple e sobre o quanto ele estaria bilionário hoje caso tivesse acreditado naquela ideia. eu não quero fazer isso com a minha própria vida, mas para isso é preciso investir na bolsa de valores de nossa própria jornada, certo?
fico dizendo tudo isso pra que sirva de mola, para que eu consiga avançar me jogar para o alto e torcer para que do outro lado haja uma escada, um degrau, uma barra que seja, para que eu possa fincar meus dedos, pernas e pés e continuar caminhando e rezando para que não haja tombo, que eu só suba para o alto e não caia.
e que, caso a vida imponha uma queda, que mire o tombo para um colchão gostoso, contendo o impacto, tornando- até prazeiroso, para que eu termine, de um jeito ou de outro com um sorriso no rosto.

8 comentários:

Fernando Gonçalves disse...

Olá, parabéns pelo seu blog.
Te convido a conhecer o meu,
http://carmasepalavras.blogspot.com/

;)

Renata Bittes disse...

Amiga, como já conversamos, é difícil mesmo mudra o rumo das nossas vidas. Até pq não sabemos o que será depois. Mas Às vezes é necessário arriscar, sair da nossa zona de conforto e jogar tudo pro alto pra começar tudo novo de novo.

E, na pior das hipóteses vc n vai ter aquele sentimento daqui uns anos "e se eu tivesse feito aquilo" pq vc vai ter passado por isso.

E tudo faz parte de um aprendizado.
Boa sorte e coragem ;)

Gislãne Gonçalves disse...

Mudar nunca será fácil!

beijos
:)

Ana Luísa disse...

Ai, Flá. Eu também morro de medo de mudanças. Só luto para o medo não me paralisar!

Elisa Cunha disse...

"Melhor salvar o mistério", diz uma canção da banda Dream Theater. Também fico pensando nessa coisa de rumo que a minha vida irá tomar, escolhas, e todos esses bichinhos que ficam matutando na nossa cabeça. Daí vem os modelos de sucesso, como Steve Jobs, a necessidade de arriscar, e a pergunta: "como perceber qual porta dará um rumo melhor a nossa vida?" Tem uma coisa que o Jobs falou, e eu guardei: não é possível ver os pontos se ligando, só é possível vê-los quando esses já tiverem ligados. Então pensei: bem, sou nova, ainda há muitos pontos pra e ligarem, e um bom tempo pra isso. O resto é viver tentando ao máximo fazer o que gosta...

Beijos

aline disse...

estou na mesma que você, flá!
essa é a hora de arriscar, de fazer tudo errado, mas eu não consigo!
onde foi que eu enfiei os meus 23 anos e passei a ser anciã?
mas vamos lá! sejamos jovens e corajosas que a vida é mais!

Nina Vieira disse...

navegantes somos do mesmo barco. Se bem que, no meu caso, a rotina não está sendo tão prazerosa quando deveria. Eu preciso quebrar esse gelo, necessito de descanso e escalda-pés.

Stella Rodrigues disse...

É ruim pensar por esse lado, de que pessoas com a mesma idade que nós tinha mais conquistas, mas é melhor olhar pelo lado de que tem gente mais velha que voce que não tem metade da experiencia de vida que voce tem e que não escreve tão lindamente quando você. é preciso perder o medo de arriscar, mas é preciso pensar bem nas consequencias.