segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

entre sonhos e sinais

eu tenho um pouco de medo de sonhos.

não dos sonhos reais, que a gente idealiza e espera realizar um dia na vida - se bem que pensando bem, destes talvez eu tenha um bocado de medo também - mas sim desses que a gente sonha enquanto dorme. sou uma romântica de carteirinha, daquelas que acredita não só em amor a primeira vista, mas também em energia, esoterismo, mapa astral e (por que não?) tarô. mais que isso, sou daquelas que não desconfia do destino, que acha que tudo quanto é coisa que acontece na vida tem uma razão, um por quê. durante boa parte da adolescência (engraçado perceber o quanto estou tão distante dela) fui conhecida pela mania de dizer "é um sinal!", e acreditar ferozmente que, se antes de sair de casa eu esquecer a chave, a blusa e o guarda-chuva é porque alguém, alguma coisa, está me dando claramente todas as ordens do mundo para que eu não saia do meu doce lar. senão, entre as desgraças desta mente dramática, posso sofrer um acidente na esquina, um assalto à mão armada em plena rua ou (Deus me Livre) um sequestro em massa no meio do metrô. sendo assim, dito tudo isso, e depois de uma maldita pneumonia que me fez ficar enclausurada em casa por dias e dias, me dá medo sonhar com coisas estapafúrdias. um mundo obscuro com helicópteros caindo por todos os lados enquanto eu viajo tranquilamente num carro vermelho ao lado da minha melhor amiga e pior inimiga da infância. contando meus desejos e vontades mais profundas em alto e bom som, parando em uma loja de eletrônicos pra comprar não sei o que em meio a tiros de metralhadoras e enfim, parando em frente à casa do meu padrinho, enquanto disco no celular o telefone da mamis.


qual a interpretação mais plausível diante de tudo isso. o que o universo (meu inconsciente?) está querendo me dizer? confie nos seus inimigos e desconfie dos seus amigos? o mundo pode estar desabando, mas a felicidade vem do seu interior? um apocalipse se aproxima? quando o fim do mundo chegar compre um celular e ligue para a sua mãe?

6 comentários:

Gabriela Freitas disse...

Acho que é uma interpretação pessoal, você terá de conseguir fazê-la por si só.

Renata Bittes disse...

Da série de sonhos bizarros o meu recorde é com desastre de avião. Eu tô sempre do lado de fora e de repente dois aviões de chocam, ou um avião bate num paredão de pedra enquanto eu estou num hotel chiquérrimo no meio de uma floresta... Sempre assim =/

Mas acho q n deve ser nada e sim o nosso inconsciente juntando todas as notícias que a gente vê num dia misturadas com nossos maiores medos... Vai saber.

Luciana Espejo disse...

Rsrsrs, quer dizer que vc precisa sair de casa depois do repouso kkkk!
Como vc está? Beijos

Luciana Espejo disse...

Oi Flá! Que bom que vc está bem! Eu comecei a ler o Pequena Abelha, mas ele é bem "denso", não? Aí, como estou num momento correria, deixei para continuar durante uma viagem que farei para um congresso na seg. semana de março . Sempre é bom um livro para as intermináveis horas de vôo. Agora estou lendo "Nascidos para correr", que é mais light. Só que bem específico para quem gosta do esporte. como estou retornando às corridas, ele acaba sendo um estímulo.
Ah! e comprei Nietzsche para estressados, são "pílulas de leitura". Assim posso ler uma página e pronto. Adoro Nietzsche... mas os comentários do autor às vezes são ruins :P
Beijos, beijos.

Ana Luísa disse...

Hahaha, ai, Flá! Será que significa que você tá muito ligada com a tecnologia, o mundo está acabando ao seu redor e você não percebe? HAHAHA, tô brincando, dei a primeira situação que minha mente insana imaginou! HAHAHA
Beijos, flor!

aline disse...

eu acredito mais na última opção: quando o fim do mundo chegar compre um telefone e ligue pra sua mãe.

sempre penso nessa história de 'é um sinal' também. e não duvido do destino, porque ele deve saber melhor que eu das coisas.

quero agradecer o carinho! eu adoro os seus escritos também... adoro a forma como você observa tudo à sua volta e a forma como descreve.
adoro as suas cores também :)