terça-feira, 14 de abril de 2009

O laço que não se desfaz


Não tenho noção de como se faz pra se esquecer um ex. Estou há tanto tempo tentando, e as falhas aparecem escancaradas na minha frente, mas não mudo porque não faço a mínima idéia de como se anda pra frente depois de ter vivido um amor como aquele. Não dá pra apagar da memória mais de quatro anos de convivência, apagar a falta que ele me faz no inverno ou a saudade que eu sinto dos resmungões dele no calor. Já fiz de tudo e hoje como não sei mais o que faço, aprendi a deixar que esse laço se desfaça ou permaneça por si só. A vida é assim mesmo, a gente aprende a lidar com o sentimento, e essa foi a única coisa próxima de uma saída que eu encontrei. Agora esquecer? To longe de viver pra ver...

Nesse tempo de separação, onde as tentativas de idas e vindas são tantas que até se perde a conta pra não sentir maior vergonha, aprendi muita coisa. Aprendi que amar não tem nada a ver com perfeição e que a gente gosta sim de uma pessoa mesmo que ela tenha trilhares de defeitos - daí vem aquela história de "Você não vale nada mas eu gosto de você". E isso é um passo muito grande. Isso fez com que eu aceitasse o defeito alheio com mais facilidade.

Já faz tempo que a gente terminou definitivo, pra valer mesmo. Depois de um bom tempo namorando, o ciúme e os erros infantis fizeram com que a gente terminasse o namoro. Sim, o namoro, porque não se pode dizer que nos separamos. O tempo passa, conheço um menino aqui, outro ali mas sabe aquela outra história da Paula Toller "Depois de você os outros são os outros e só"? É minha! Nada substituiu o sentimento aqui dentro e as vezes sinto que fechei a porta de mim com mil cadeados, com ele lá dentro, e não encontro de jeito maneira o molho de chaves...

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