quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Minha terra do nunca


Há quem queira ir à Paris, Disney, Nova York, Dubai. Eu também quero. Mas sonhar mesmo, é com um bairro, meu e de todos aqueles que eu amo, em algum lugar distante, perto da praia, onde a tecnologia existisse e que fosse igualitária para todos. Um lugar onde o dinheiro não existisse e todos gostassem de tocar música no final da tarde, com as cadeiras colocadas na porta da frente de casa, e o papo correria solto, regado à risadas e despreocupações.

Neste lugar as casas seriam grandes o suficiente para serem preenchidas o tempo todo com festas e televisões enormes de plasma para que todos os tipos de filme fossem apreciados. Todos gostariam de todo tipo de arte, e todo mundo faria alguma. Os programas preferidos de final de semana seriam sol, banho, e algumas gravações de filmes independentes com os amigos. Ninguém trabalharia.

Todo mundo estudaria, e as pessoas seriam chamadas para reparos. "Fulano está doente, chama a Maria! Siclana precisa de uma cama nova, chama o João!" Simples assim, uma vida sem preocupação.

Faria sol todo dia, e o frio só chegaria pela noite.

Encontraríamos o amor verdadeiro àos 18, e a sensação de amar e ser amado seria eterna.

Chuvas com datas marcadas e dê adeus àos guarda-chuvas, bom mesmo é se molhar.

Todo mundo nasceria estupidamente bonito, Adão e Eva seriam Brad Pitt e Angelina Jolie.

Chocolate brotaria de uma máquina ao apertar o botão e ninguém engordaria.

A praia estaria logo à frente, e ninguém envelheceria, faríamos 102 anos e morreríamos com carinha de 20.

Tristeza não existiria e a vida seria mais doce que qualquer sonho do Peter Pan.

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