sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Pode ficar com a chave



Foram tantos anos guardando a mesma pessoa dentro de mim que realmente é um choque anafilático descobrir que talvez ela já não more por aqui. Eu nunca pensei que estivesse tão apegada à este sentimento, e agora que ele vai embora estou até me lamentando. Não pelo fato de me ver livre dele, mas por saber que esse espaço que durante tanto tempo esteve ocupado finalmente está vazio. E não, não há nada de mal nisso, até você perceber que ele já pode ter começado a ser preenchido. Mas isso fica para outro post.
O fato é que aquilo que eu esperei durante anos, simplesmente aconteceu. Ele me procurou como eu quis que fizesse, me tratou bem, como eu sempre havia sonhado, e até mostrou intenções das mais fortes, como eu sempre havia esperado. E aí, de repente, como num passe de mágica eu percebo que não é isto que eu estou procurando, e que o tempo dele comigo realmente já passou. E tudo bem, já não era sem tempo, 4 anos já é uma boa kilometragem mas é que eu realmente esperei por tudo isso e quando acontece eu não quero mais.
Estou me despedindo de um amor que eu pensei que perduraria eternamente em minha vida e isso é no mínimo estranho. Positivo, claro que é positivo. Mas é o fim, e eu detesto despedidas. Assisti "Um Beijo Roubado" com a Norah Jones e o Judy Law esses dias e ela fala uma frase maravilhosa "Como se despedir de alguém que você não consegue viver sem?" E durante muito tempo, eu simplesmente não me despedi. Dei as costas mas, alá Capital Inicial :"Fui embora mais eu nunca disse adeus" e deixei a porta aberta, as chaves em um lugar determinado para que ele entrasse quando quisesse. E agora eu simplesmente abandono a casa, e não me importo mais com as chaves. Se ele quiser, que entre. Eu é que não estou mais lá.
Adeus.

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