domingo, 5 de outubro de 2008

Amiga do garfo

Pensa naquele prato de macarronada que a sua tia faz em ocasiões especiais com aquele molho vermelho incomparável esparramado por cima, umas boas colheradas de queijo ralado, e o acompanhamento que se dane, porque só o macarrão já estava de bom tamanho. Ou senão, naquele doce de chocolate sem igual com uma calda de chocolate branco de fazer tremer as pernas e agradecer ter nascido. Não dá pra negar, comida -bem feita - é bom demais.

E eu não sou ninguém pra negar comida, mesmo. Já tentei mil tipos de regime quando acho que ganhei alguns kilinhos mas sempre acabo cedendo à um bom prato. Dá tanto prazer não dá? Nunca sofri com a balança, graças à Deus, mas sempre disse que se viesse a sofrer um dia apelaria pra academia e muito exercício físico porque não sou daquelas inimigas do garfo.

Sempre fui magra de ruim mesmo, e muitas amigas minhas me chamavam de Magali - ela come, come, come e não engorda! - e já sofri com a magreza. Ao contrário de muitas meninas me achava feia de tão magra. Mas era fase de não sei se sou adolescente ou criança, e logo meu corpo se moldou e hoje acho que tá tudo bem. Mas continuo achando que a balança tem tudo a ver com a auto-estima.

Sou mulher e como boa feminista sempre implico com uma gordurinha aqui e outra ali e apelo pra muitas barrinhas de chocolate no lugar do pão e do próprio chocolate e procuro não comer quando estou sem fome - todo mundo conhece a "fome de férias" só ficar em casa que dá vontade de comer toda hora - e não gosto de nada muito gorduroso. O resto é ajuda da genética.

Eu fiz dança durante muitos anos e hoje sinto falta daquele corpo durinho que eu tinha na época e meu ideal pro ano que vem e terminar o meu curso de inglês nas férias, pra poder voltar pra velha dança do dia-a-dia. Longe, longíssimo de mim ficar longe de comida, que além de energia pra mim é pura alegria.

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