quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Quarta feira, 6:30 p.m. Cansada

Chuvinha chata que não molha mas incomoda. Não deixa a gente abrir o guarda-chuva, mas mesmo assim estraga a franja. Que vontade de chegar em casa, de deitar no sofá, assistir um pouco de TV. Só um pouco... nossa, quase nada, esqueci que tinha o curso de noite. Meu dia vai terminar tarde.

Ai Meu Deus, tomara que meu ônibus esteja pra passar, não quero ter que ficar aqui esperando de pé. E tomara que ele não venha cheio, tomara que eu tenha algum lugar pra sentar. Minha cara denuncia que eu acordei muito cedo hoje, será que as pessoas que estão lá dentro vão notar e me ceder lugar? Ou pelo menos pegar essa mochila, segurar no colo, não custa nada. Eu devia ter escolhido um caderno mais fino, que pesasse menos, ô bixete
burra! Ano que vem, pego um menor. Prometo!

Ai chegou, chegou! Ufa! Tá lotado? Cheio! Droga. Eu só queria um lugar pra sentar! Me deixa minha gente, quem é que tá me empurrando desse jeito? Assim que eu puder, ou mesmo quando eu ainda não puder muito arranjo um carro e largo essa vida de ônibus. É uma baita de uma desconsideração com o meio ambiente mas esse transporte publico é uma desconsideração com qualquer ser humano.

Vagou, vagou! Vagou um lugar, ufa! "Com licença", meu Deus eu sentei. Já estava ficando sem ombro com essa bolsa pesada. Que sorte que eu estou hoje, o ônibus chegou logo e eu consegui sentar. Será que tá rolando a mega sena? Talvez eu devesse jogar. Ai ai, mas será que nem sentada eu consigo ter paz, as pessoas se esmagam no corredor e me apertam aqui. Barulho de sacolas da onde vem? Uma senhorinha, coitada. E eu reclamando da minha cara de cansada. O que faz essa senhora pegar o ônibus na hora do rush de São Paulo em pleno centro da cidade?

"Vem minha senhora, senta aqui."
"Obrigada minha filha. Quer que eu segure a bolsa?"

Nenhum comentário: