terça-feira, 26 de agosto de 2008

Aperto


Sumi daqui mas não sumi de mim e continuo a mesma, só que sem o frescor, o vigor, e a graça. Que pirraça, é claro que eu não sou mais a mesma. Ao menos esses dias...
Dizem que quando a gente escreve bota pra fora de alguma forma o que tenta ignorar e acaba aliviando um pouco os sintomas. Mas o que fazer quando você não tem vontade de escrever? Guarda os sintomas pra você e era uma vez a felicidade?
Ando brava comigo, com os meus pensamentos tolos que insistem em dar força àquilo que não tem fundamento. Que raiva! Não tenho do que me queixar, consegui um emprego bom, faço a faculdade que gosto, tenho o que comer todo dia, tenho roupa para sair de casa e cobertor pra me aquecer a noite, e ainda recebo telefonemas constantes de alguém que ando gostando tanto. Da onde vem a queixa? Onde brota, pra eu arrancar esse mal pela raiz?
Andei os últimos dias me arrastando, como se o relógio se movimentasse ao peso de uma âncora e demorasse mais de hora para mudar o segundo. E ademais, da onde vem essa vontade para que o tempo passe rápido, logo eu que sempre disse que ele nunca era suficiente, que queria vivê-lo ao extremo? Nem eu mesma sei explicar a sensação que em mim se acomoda e talvez até por isso o medo transborda, em lágrimas desesperadas e rápidas escorrendo sobre esse meu rosto borrado, vermelho e cansado.
Preciso voltar a ler os livros da Louise L.Hay.
Veja bem, nem os livros tem me pegado a atenção. Entende a gravidade da situação?

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