segunda-feira, 28 de julho de 2008

Quando tudo dá certo


Já vim aqui mais de uma vez para falar como as coisas andavam indo ruins. Era o cabelo mal cortado, o clima dentro de casa, o coração atormentado. Vim aqui, e fiz vocês lerem cada pedaço amargo que se passava. Nada mais justo do que passar por aqui pra contar como minha vida anda um doce.
Não sei se foram os livros que andei lendo - ótimos, da Louise L. Hay - se é o tempo, o clima, a lua. O fato é que ando sorrindo pra vida e tenho a sensação quase que permanente que a vida anda sorrindo de volta pra mim. Não é que antes não sorrisse, veja bem, qualque um que me conhece sabe que eu sou daquelas que tem a capacidade de rir da piada mais medíocre e sem graça, mas talvez dessa vez eu esteja confiando na minha própria felicidade. Ando rindo de mim mesma com mais frequência, ando mais presente...
Meu cabelo ainda não está do jeito que eu queria, depois que a desgovernada da minha ex cabeleireira o assassinou, mas tá crescendo e já não está tão ruim. A franja até já cresceu demais, veja só. E eu ainda quero ficar ainda mais loira, mas é uma idéia para amadurecer. De qualquer jeito, o fato do fim do meu cabelo se dar alguns centimetros antes do busto já não me atormenta tanto. Bom.
Na área profissional já não estou mais com tanta raiva daquele professor. Sabe, ele conseguiu o que ele queria, mas afinal de contas eu esqueci mesmo de colocar a porcaria da linha no gráfico. Se eu tivesse colocado, tinha pontuado, tinha passado. Logo, é muito mais simples colocar a culpa no outro. E tem mais, esse semestre eu tenho Fotojornalismo. Tem noção do que é isso? f-o-t-o-j-o-r-n-a-l-i-s-m-o! Que delícia. Nao vejo a hora de começarem as aulas.
Aqui em casa meus pais tem se acertado. Não que o humor do meu pai seja um brinco, pera lá, temos que nos basear em fatos reais. Mas a surdez repentina a micro cirurgia que ele vai fazer amanhã não me assustam tanto, tenho acreditado muito que vá dar certo e nem consigo cogitar a idéia de que dê alguma coisa errada. Estou em férias, muitas horas do dia com a família e quase não temos brigado. VIVA!
E coloquei na minha cabeça que ia arranjar emprego e consegui. Assim, simples e fácil, ele veio pra mim. E estou me dedicando um monte à esse novo desafio que está por vir. Mal posso esperar para colocar tudo o que sei em prática e para receber minha recompensa do final do mês. Nada mais de "Pai, me dá 50 reais" ou "Mãe me compra aquela blusa". Perco uns 3,5kg só de pensar que enfim, terei meu dinheiro. Só quem já experimentou esse gostinho sabe o quanto é bom.
E como era de se esperar lá vai : o coração. Anda batendo, bem, obrigada. E acelerado. Veja bem, acelerado. Nada de freios, nada de receios. Tenho medo, mas tenho coragem. Tô me despindo daquele amor passado pela primeira vez. E posso até cair, mas não tô nem aí. Não é a hora de me preocupar com isso. Não estou contando mais há quantos metros estou distante do chão. Se eu vier a cair, contarei. Agora não é a hora. Tá uma delícia aqui em cima, e tinha me esquecido de como é bom voar alto. Minha vida é chocolate cremoso da Kopenhagen, e nunca foi tão gostoso engordar!


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