segunda-feira, 21 de julho de 2008

O toque é o toque final

Férias pra mim, é antes de mais nada um convite à leitura sem limite. Costumo ler muito, mas nas férias eu bato todos os records possíveis e imagináveis. Enfim, minha leitura atual é "Vivendo, Amando e Aprendendo" do Leo Buscaglia que é um psicólogo e pedagogo fenomenal. O livro está catalogado como auto ajuda, mas foge àos clichês destinados à esta literatura, porque vai muito além disso, mesclando citações de importantes nomes, com histórias que contagiam e ensinam. Enfim, no livro, o autor fala sobre a importância do toque. Simples assim, e tão complexo como eu nunca pude imaginar. Ele diz que vem de uma família de italianos e quando mais novo sentiu contrastes enormes dentro e fora de casa, porque dentro dela era rodeado de beijos e abraços e fora dela, tudo o que era relacionado ao toque era recriminado. "Meninas, sentem-se assim", "Não cumprimente o professor com um beijo". Nunca tinha reparado como estamos de fato assim.
Na minha família, a grande família do penúltimo post, existe muito beijo, abraço, essa coisa de chegar e cumprimentar todo mundo, um a um. Acho que isso acentua a singularidade de cada um, e faz bem às pessoas que recebem. Mas o mais importante do toque é aquilo que ele proporciona à nos mesmos. Tenho certeza que você conhece alguém - alguma tia, um tio, um amigo - que tem aquele abraço gostoso que só ele sabe dar. Já experimentou tentar dar um? Um beijo estalado, um cafuné, há quanto tempo a gente não faz isso? Preocupados com o dia a dia, com a rotina deixamos passar os simples prazeres da vida, e podem dizer que estou sendo piegas, eu sei que não estou! Eu adoro abraço, beijo, carinho, você adora também, é da gente isso. A gente nasce assim.
Odeio ter de reconhecer que tenho deixado alguma coisa importante de mim para trás, mas acho mais importante perceber, porque há sempre uma chance de recuperar. São poucas as pessoas que eu de fato abraço, beijo... a gente geralmente faz isso com o namorado, quando o tem e está no começo. Não tenho um, e não vou ter um antes que eu me reconheça como prioridade. A gente é a maior prioridade da gente. Portanto, se abrece, se beije. Não deixe passar aquilo que só nós temos : nós mesmos. E se você tem esse costume de ser carinhoso consigo acima de tudo, continue assim, gostar da gente é o primeiro pontapé pra gostar do resto do mundo.

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