segunda-feira, 9 de junho de 2008

Dia doze de junho de dois mil e oito

Meu primeiro presente do dia dos namorados foi uma porçao de bala de coca cola daquela bem boa quando eu tinha 9 anos e estava na quarta série. Na quinta série eu ganhei as balas de coca e mais alguns papéizinhos de uma outra bala, a friggels. Na sexta eu ganhei um ursinho de pelúcia, e disse pra minha mãe que minha amiga havia dado.
Na sétima, ganhei um CD.
Na oitava, um DVD.
No primeiro colegial ganhei uma carta me pedindo em namoro.
No segundo ganhei um coração-abraço, um moletom de frio, uma carta enorme e um cinema.
No terceiro ganhei um review com o ex namorado, com direito à jantar e tudo. Ano passado não ganhei nada. Esse ano, não vou ganhar nada.
Já estava acostumada à essa data, chata e maldita. E a achava linda, esperava ansiosa. Não é que eu namore desde a quarta série, veja bem, mas sempre havia alguém.
Coisa mais chata do dia dos namorados é já ter vivido. Acho que não dá pra ter saudade daquilo que a gente não viveu. É bem verdade, que eu gostava mesmo era de ganhar presente sem data, sem esperar, na surpresa. Mas ai do namorado se resolvesse passar em branco.
A cada ano que passa, tenho mais e mais certeza que não nasci pra ser solteira. O dia dos namorados é só um lembrete - com todos os casais lindos e maravilhosos passeando pelo shopping, estampando suas declarações no orkut e patatí patatá. Um dia eu chego lá, ainda não tá na hora. Prefiro esperar o certo, do que pegar qualquer um agora...mas bem que o certo podia estar me esperando lá fora, né?

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