segunda-feira, 30 de junho de 2008

A criançada está solta

Fui com as amigas para um show ontem. Foi super uper de última hora porque o meu médico me recomendou repouso depois de encontrar em mim uma maldita e tonta (literalmente) labirintite. Não sei se estou sofrendo mais com a restrição que ele fez a respeito de minhas saídas e consequentes exercícios físicos, ou se com à que se refere à proibição de chocolate. Isso mesmo. O filho da mãe me PROIBIU de comer chocolate. É evidente que estou sofrendo mais com a proibição do chocolate - até porque estou seguindo ela à risca. Ou quase...
De qualquer maneira, minha prima me ligou e disse que estava tendo um show de uma banda que eu gosto muito, muito mesmo e viro criança aqui perto de casa, e apesar de meu corpo - e meu médico, e minha mãe, e meu ficante - dizer que não eu fui. Me troquei em 10 min e lá fui eu. Não preciso dizer que foi animal - mesmo! Aqueles caras tem o dom de me fazer sair de casa com todos os argumentos contra e me fazer pular que nem pipoca no meio da galera - eu nunca gostei disso. É o terceiro show que eu compareço e curto tanto!
Mas bem que minha prima tinha me alertado sobre o ambiente - uma coisa de LOUCO a quantidade de gente sem noção aglomerada por ali. A entrada era praticamente grátis (dez reais com a carteirinha de estudante) e tinha de tudo lá dentro. O que mais me espantou foi a quantidade de crianças se achando adolescentes ou adultas no meio da galera - e das bem depravadas. Tinha menina de top, de micro shorts, um bando de molequinho sem camiseta, com cigarro na mão, cervejinha na outra. Fiquei em choque, em choque. Não tava acostumada a ir à esse tipo de lugar, nunca fui em uma micareta, pra mim foi tudo meio novo. Desde quando parecer vulgar é bonito? Da onde é que vem isso? Com 13 anos eu já até tinha beijado na boca, mas ainda tava largando as Barbies...
Mais chato ainda foi a quantidade de onbongo boys-aba reta-maloqueirinho ou o que quer que aquilo seja nos azarando. Eu não podia nem cantar direito, nem pular direito, nem dançar direito que já colava um bebum. É cada um... ainda bem que eu tenho um anel que finge ser aliança nessas ocasiões. Mas não volto mais em lugar assim, deu pra ver que não é pra mim. Não desse jeito. E alguém avisa as crianças, a serem crianças por favor?

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