quinta-feira, 27 de março de 2008

Valeu, foi bom, adeus.


Foi difícil admitir pra mim mesma, gritar bem alto aqui no meu silêncio, mas foi tomando conta de mim, a ponto de eu não conseguir mais ignorar o fato. Mas confesso que me foram tirados alguns quilos das costas depois que eu consegui falar pra mim : Amizade de mulher é tão rara quanto água em deserto.

Isso, vocês tem razão, e visto que este é meu blog, com um nome como "Dentro dela tem" nada mais justo expor o que se passa aqui dentro. Esta semana, um grupo de amigas me decepcionou - por falta de palavra melhor no dicionário. Não pensem que foi uma ruptura brusca, pois não foi, pelo contrário, foi bem gradual. Já no ano passado, após o fim do colégio senti que talvez não houvesse muita verdade ali, sentia olhares, ouvia risadas que minha intuição aguçada apontava para um lado, digamos... não muito agradável.

Ano passado acabei conhecendo um monte de gente nova no cursinho, e fiz amizades como há muito tempo não fazia. Me vi falando praquelas duas malucas, coisas que eu não falava pras outras seis do colégio, que eu conhecia a mais de ano. Me sentia livre, podia rir do meu jeito, falar do meu jeito, me vestir do meu jeito. Foi muito bom. Acho que trazemos nosso amadurecimento para nossos relacionamentos. Fui me distanciando cada vez mais das meninas, por opção própria, e não escondi de ninguém. Não me sentia totalmente a vontade. Minhas amigas do cursinho entraram no time do pódium das amizades, se unindo à minha prima, à Tu (que estava no pódium desde sempre e era da escola, mas de outra sala) e Má - que é minha única sobrevivente do grupo de amigas da minha sala do colégio.

Mas as meninas pisaram de vez na bola. Eu não podia conversar com homem que já tava me oferencendo, não podia cumprimentar que já estava agarrando, e não podia rir que já estava fazendo gracinha. Pois desta vez me arranjaram um ficante. Me contaram essa semana que fiquei com o ex de uma delas - pelo jeito fui a ultima à saber. Sou amigo do menino como de varios outros, e nunca passou pela minha cabeça ficar com ele. É absurda a criatividade das pessoas. Aconselhei-as à dar vazão à criatividade escrevendo livros.

Me despedi de vez desta amizade, sem medos ou pena. Porque nunca chegaram a ser amizades verdadeiras. Tomara que todas elas descubram e amadureçam durante a vida, encontrando amizades tão profundas e reais quanto a minha Pati, minha Dani e bá, minha Tu e minha Má. Essas, é pra vida inteira.

beeeijos

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